O que muda na tomada de crédito com a Selic a 10,50% a.a?

A recente valorização do dólar e a crescente incerteza levaram o Banco Central (BC) a desacelerar os cortes na taxa de juros. Por uma estreita margem de 5 votos a favor e 4 contra, o Comitê de Política Monetária (Copom) optou por reduzir a taxa Selic, os juros fundamentais da economia, em 0,25 ponto percentual, estabelecendo-a em 10,5% ao ano. Essa medida estava amplamente prevista pelos analistas financeiros.

 

De acordo com Fábio Murad, sócio da Ipê Investimentos, para o cidadão brasileiro comum, uma taxa Selic nesse patamar implica em juros mais elevados em empréstimos e financiamentos. Isso pode encarecer o custo do dinheiro para a aquisição de bens duráveis, como carros e imóveis, além de complicar o pagamento de dívidas.

 

“Para os empresários, uma Selic mais alta também se traduz em custos de crédito mais elevados. Isso pode dificultar a expansão dos negócios, já que os empréstimos para investimentos em equipamentos, inovação ou aumento da produção se tornam mais dispendiosos. Além disso, pode afetar o fluxo de caixa das empresas com dívidas vinculadas à Selic”, diz.

 

Para o investidor, elenca que uma taxa Selic de 10,50% significa maior rentabilidade nos investimentos atrelados à Selic ou ao CDI, como Tesouro Selic, fundos DI e CDBs. “No entanto, isso também pode indicar um ambiente econômico mais instável, requerendo cautela e diversificação nos investimentos”, explica.

 

Murad aponta que a redução para 10,50% é vista como adequada ao cenário atual, levando em consideração os indicadores econômicos e as expectativas do mercado. “Essa decisão equilibra a contenção da inflação com o estímulo ao crescimento econômico, alinhando as ações do BC com as projeções econômicas e demonstrando sua disposição para ajustar a taxa de juros conforme necessário, o que contribui para a estabilidade econômica”, destaca.

 

Vale lembrar que a redução da Selic promovida ontem pelo Copom foi a sétima consecutiva. Entre agosto do ano anterior e março deste ano, o colegiado havia reduzido os juros básicos em 0,5 ponto percentual a cada reunião.

 

O presidente do BC, Roberto Campos Neto, desempatou a decisão ao votar a favor de um corte de 0,25 ponto. Além de Campos Neto, os diretores Carolina de Assis Barros, Diogo Abry Guillen, Otávio Ribeiro Damaso e Renato Dias de Brito Gomes, todos indicados pelo governo anterior, votaram por essa redução. Enquanto isso, os membros Ailton de Aquino Santos, Gabriel Muricca Galípolo, Paulo Picchetti e Rodrigo Alves Teixeira, indicados pelo atual governo, preferiram uma redução de 0,50 ponto percentual.

 

Votação que gera cautela

 

O Economista Volnei Eyng, CEO da Multiplike, frisa que o 5 a 4 [na votação entre os membros do colegiado] implica em uma cautela adicional por parte do investidor, pois demonstra uma “desconexão” entre os diretores. No momento, metade dos executivos está alinhada ao atual governo e a outra metade está alinhada ao governo anterior. 

 

Para se ter ideia, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, tem mandato válido até o final deste ano e somente depois o governo poderá indicar o novo presidente da autarquia. Por conta disso, ele vem enfrentando oposição dos agentes políticos de situação. 

 

O caso é que a política econômica do atual governo requer um nível maior de gasto e um nível mais adequado de crédito à população, e isso se faz com juro baixo. Porém, por conta da inflação brasileira, bem como da inflação americana, o BC tem mantido a Selic em patamares elevados para segurar os preços no país e, assim, conter o avanço da inflação. Isso tem gerado algum ruído político no mercado financeiro.

 

A falta de unanimidade entre os membros do colegiado deixa as próximas reuniões do Copom em suspenso e também o ano de 2025 hesitante pelo lado do investidor que terá, desta forma, que analisar mais pormenorizadamente o cenário e promover um rebalanceamento de carteira em busca de alguma proteção”, aponta.

 

Comunicado do Copom

 

Ontem, após a decisão, o Copom informou, em um comunicado ao mercado, que o cenário internacional se deteriorou e que a inflação subjacente, que exclui os preços mais voláteis, está acima da meta de inflação. Também enfatizou a importância da credibilidade do arcabouço fiscal aprovado no ano anterior. Diferentemente das últimas reduções, o Banco Central não deu nenhuma indicação sobre seus planos para os próximos encontros.

 

A taxa está agora no nível mais baixo desde fevereiro de 2022, quando estava em 9,75% ao ano. De março de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, em um ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta dos preços de alimentos, energia e combustíveis. Durante um ano, de agosto de 2022 a agosto de 2023, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano por sete reuniões seguidas, antes de começar a ser reduzida.

 

PMEs diretamente afetadas

 

André Colares, CEO da Smart House Investments, lembra que com a Selic agora neste patamar, as pequenas e médias empresas (PMEs) são diretamente afetadas por essa situação, já que o custo do crédito comercial também aumenta, prejudicando o fluxo de caixa e dificultando investimentos destinados à expansão. “O Sebrae observa que as taxas de juros para empréstimos a PMEs podem atingir até 40% ao ano, tornando praticamente impossível para muitas dessas empresas obter o crédito necessário para manter suas atividades. Além disso, a lentidão na redução da taxa Selic levanta críticas sobre a velocidade considerada ‘inadequada’ na diminuição das taxas, especialmente diante da inflação sob controle “, diz.

 

Segundo ele, a redução para 10,50% foi considerada insuficiente por algumas instituições, que ressaltam que a desaceleração no ritmo de cortes pode dificultar o acesso ao crédito para as empresas, limitando assim o crescimento econômico. “A redução gradual pode estar associada à preocupação com a inflação e com o cenário internacional, mas há críticas de que a economia brasileira necessita de cortes mais substanciais”, afirma.

 

Comunicação proativa: Como antecipar tendências do mercado financeiro com uma assessoria de imprensa especializada

Em um cenário competitivo e em constante mudança, uma empresa que não adota uma abordagem proativa de comunicação enfrenta desafios significativos. A falta de uma estratégia bem definida pode resultar em uma capacidade reduzida de antecipar tendências e responder rapidamente às mudanças do mercado financeiro. Assim sendo, essas empresas podem perder oportunidades valiosas e, em alguns casos, até mesmo comprometer sua posição no mercado.

Por outro lado, uma empresa assessorada por uma equipe especializada em comunicação no mercado financeiro tem uma vantagem competitiva clara. Com a capacidade de prever tendências e agir de maneira rápida e eficaz, essas empresas estão sempre um passo à frente. Essa proatividade não apenas ajuda na identificação de oportunidades, mas também na mitigação de riscos e garante uma performance superior a longo prazo.

A diferença entre essas duas abordagens é evidente. A empresa que investe em uma assessoria de imprensa consegue, na maioria das vezes, se destacar no mercado, enquanto a que não o faz fica estagnada. Com o intuito de assegurar um desempenho robusto, é essencial contar com profissionais que compreendem as nuances do mercado financeiro e podem oferecer insights valiosos.

Comunicação adaptável

A comunicação adaptável é essencial para o sucesso das empresas no ambiente dinâmico de hoje. Uma assessoria de imprensa pode providenciar essa flexibilidade e ajustar as estratégias de comunicação conforme as necessidades e objetivos da empresa. Dessa forma, é possível alcançar uma audiência mais ampla e engajada para que a mensagem correta chegue ao público-alvo de maneira eficaz.

Além disso, uma comunicação adaptável permite que a empresa responda rapidamente a mudanças no mercado. A assessoria de imprensa pode monitorar tendências e ajustar as campanhas de comunicação em tempo real, a fim de maximizar o impacto e a relevância das mensagens. Assim, a empresa está sempre atualizada e pronta para aproveitar novas oportunidades.

Em suma, a capacidade de adaptar a comunicação é um diferencial competitivo. Com uma assessoria de imprensa especializada, a empresa pode se posicionar de maneira mais estratégica e garantir que sua mensagem esteja sempre alinhada com as expectativas e necessidades do mercado. Dessa maneira, a comunicação se torna uma ferramenta poderosa para o crescimento e sucesso da empresa.

Gueratto Press e a importância de uma assessoria especializada

A Gueratto Press é um exemplo de como uma assessoria especializada pode transformar a comunicação de uma empresa. Com uma equipe experiente e conhecimento profundo do mercado financeiro, a Gueratto Press ajuda as empresas a se destacarem e preverem tendências. Em outras palavras, a assessoria oferece uma vantagem competitiva significativa.

Com efeito, a Gueratto Press trabalha em estreita colaboração com seus clientes para desenvolver estratégias de comunicação personalizadas. A assessoria identifica oportunidades, mitiga riscos e torna a comunicação eficaz e alinhada com os objetivos da empresa. Assim, a empresa pode se concentrar em seu core business, enquanto a Gueratto Press cuida da comunicação estratégica.

Em conclusão, contar com uma assessoria de imprensa especializada é essencial para qualquer empresa que deseja se destacar no mercado financeiro. A assessoria oferece ideias valiosas, novas abordagens, estratégias adaptáveis e uma comunicação proativa e garante que a empresa esteja sempre um passo à frente da concorrência. Dessa forma, a comunicação se torna uma ferramenta estratégica para o sucesso a longo prazo.

Por que herança é o sucesso dos fracassados?

       Contar com uma herança significa apostar na morte de alguém querido para alcançar algum sucesso financeiro. Essa ideia não faz sentido, pois todos desejamos que nossos entes queridos vivam o máximo possível!

        Porém, de tempos em tempos, cada geração herda das gerações anteriores o patrimônio acumulado por determinada família; como é o caso da família Safra que deixou uma herança estimada em US$ 16 bilhões. Grandes fortunas, como a dos Safra, destacam não apenas o sucesso financeiro, mas também a habilidade de gerir e expandir um império empresarial ao longo do tempo.

       Além disso, grandes fortunas como essas frequentemente se envolvem em disputas judiciais prolongadas, que podem se estender por muitos anos. No entanto, um desafio ainda maior surge quando os herdeiros, ao longo do tempo, não conseguem administrar adequadamente a fortuna herdada, levando até mesmo à falência das empresas e impérios familiares;  por não possuírem o conhecimento necessário para gerenciar de forma eficaz os negócios e os ativos recebidos.

       Em outros casos, os herdeiros optam por não assumir as responsabilidades associadas à gestão das empresas ou ao controle da fortuna familiar. Em vez de seguir os passos dos pais na condução dos negócios, decidem abrir mão do controle, muitas vezes vendendo participações ou delegando a gestão a terceiros.

       Há uma estimativa de que até o fim de 2029, mais de US$ 8,8 trilhões sejam transferidos dos bilionários para seus jovens sucessores, porém a herança é semelhante ao INSS – ambos são um acréscimo bem-vindo, mas não podemos contar com eles como nossa única fonte de sustento. É necessário construir a própria segurança financeira, assim como faríamos com uma aposentadoria privada. 

       Isso significa não apenas pensar em um plano de aposentadoria, mas sim em guardar dinheiro e investir de forma inteligente ao longo da vida; o que  envolve cultivar hábitos de poupança e se educar sobre investimentos. E nesse cenário o que é preciso aprender é que o primeiro dinheiro que ganhamos deve ser o primeiro que guardamos, bem como devemos aprender a investir sabiamente desde cedo para que lá na frente possamos fazer esse dinheiro ganho até mesmo duplicar de valor. 

       Além disso, considerando o aumento da expectativa de vida graças aos avanços da medicina, é cada vez mais comum viver até os 90 ou mesmo 100 anos e quando eventualmente recebemos uma herança, provavelmente já estaremos mais velhos, por volta dos 60 anos. O que fizemos durante todo esse tempo será crucial. 

        Portanto, em vez de confiar na incerteza de uma herança, devemos concentrar nossos esforços em construir nossa própria segurança financeira ao longo da vida. Isso não apenas nos garante uma maior tranquilidade no futuro, mas também nos permite estar preparados para apoiar nossos entes queridos em todas as fases da vida.

Selic 10,5% – 5 consequências da manutenção da taxa na Renda Fixa e no Mercado Imobiliário

      O colegiado do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) optou por manter a taxa básica de juros – a Selic, no patamar atual de 10,5% ao ano e ela deve permanecer assim até o final de 2024, conforme projeção do mercado financeiro registrada pelo Boletim Focus. Nesse patamar, a Selic fortalece a renda fixa em detrimento da renda variável, favorece o rentismo, mas abala o setor imobiliário.

 

       O CEO da Swiss Capital Invest, Alex Andrade, explica que para o investidor, a Selic alta beneficia os investimentos em renda fixa, proporcionando maior rentabilidade, já que esses oferecem remuneração baseada em juros. “Exemplos incluem títulos públicos do governo federal, CDBs, letras de crédito e debêntures”, diz.

 

       Alex Andrade acrescenta ainda que, o Brasil enfrenta uma crise econômica com um déficit recorde nas contas públicas, colocando em dúvida a eficácia das estratégias adotadas pelo governo na gestão fiscal e econômica. “Os gastos exorbitantes do governo não têm se traduzido em investimentos produtivos ou melhorias significativas na vida dos brasileiros. A falta de clareza na política econômica sobre onde e como os recursos estão sendo aplicados contribui para o crescente descontentamento público, levantando sérias dúvidas sobre se haverá alguma melhora até o final de 2024”, frisa.

E quanto ao mercado imobiliário?

 

       O CEO da Smart House Investments, Andre Colares, aponta que a Selic em 10,5% impacta diretamente o mercado imobiliário e os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs). “Os custos de financiamento imobiliário permanecem altos, dificultando o acesso a novos financiamentos e pressionando o setor. Por outro lado, os FIIs de papel podem se beneficiar de altas taxas de juros, enquanto os FIIs de tijolo podem enfrentar dificuldades devido ao menor crescimento econômico e à menor demanda por espaços comerciais e residenciais”, destaca.

 

        Para o executivo, a manutenção no patamar atual reflete uma postura prudente diante das pressões inflacionárias e do cenário fiscal desafiador. “Embora essa decisão possa impactar o consumo e o acesso ao crédito, é crucial para manter a estabilidade econômica e ancorar as expectativas inflacionárias”, ressalta.

Como fica para o cidadão comum?

 

       Fabio Murad, sócio da Ipê Investimentos, indica que para o cidadão comum a manutenção da Selic em um patamar elevado significa que a política monetária permanece contracionista, reduzindo o poder de compra. “Isso impacta diretamente os preços de itens de supermercado, contas de energia, preços dos combustíveis, diminui o acesso a empréstimos e dificulta os financiamentos”, 

 

       Para uma parte dos investidores qualificados, elenca que a manutenção é neutra. “Isso porque a rentabilidade dos investimentos atrelados a essas taxas tende a se manter constante. No entanto, para aqueles que esperavam uma mudança na taxa para realizar novos investimentos, essa notícia pode ser um pouco decepcionante”, reforça.

Migração para a renda fixa

 

       Volnei Eyng, CEO da Multiplike, afirma que todo esse movimento da Super-Quarta, com a manutenção da Selic no Brasil, fortalece aquilo que já vinha ocorrendo, ou seja, uma migração ainda maior da renda variável para a renda fixa. “A primeira se refere a investimentos em que a rentabilidade não é previamente conhecida e pode variar ao longo do tempo. “Os investimentos nesta classe de ativos são influenciados por diversos fatores de mercado, como a oferta e demanda, condições econômicas, desempenho da empresa ou ativo, entre outros”, destaca.

 

        Já a renda fixa se refere a um tipo de investimento em que as condições de retorno, como juros e prazo, são conhecidas no momento da aplicação. “Esses investimentos são considerados mais seguros em comparação com a renda variável, pois oferecem previsibilidade e menor risco”, ressalta.

 

        Vale mencionar que, segundo a B3 (B3SA3), os investidores estrangeiros  ingressam com R$ 271,195 milhões no mercado de capitais nacional no dia 17 de junho. Porém, até o momento, houve retirada de R$ 6,824 bilhões. No acumulado do ano, investidores estrangeiros retiraram R$ 42,716 bilhões.

Trump pode mudar o futuro econômico do Brasil

O atentado sofrido pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump, no último sábado (13) foi um dos assuntos de destaque da semana e pode ser crucial para definir o resultado da próxima eleição presidencial por lá e impactar também o Brasil.

        Atualmente, observamos um ressurgimento da direita em diversos países ao redor do mundo. Entre as características, está o sistema político caracterizado por taxas de juros baixos, controle rigoroso da inflação, controle de gastos públicos e foco no desenvolvimento econômico sem aumentar a intervenção estatal são princípios fundamentais da teoria liberal.

         Essa tendência é evidente em várias nações. Na França, por exemplo, houve uma forte ascensão da direita e, apesar de não ter alcançado o poder nas últimas eleições, espera-se que possa ocorrer uma mudança nos próximos 2 anos, visto o cenário da última votação para o Parlamento Europeu. Na Argentina, o atual governo de Milei, também de direita, vendo sendo elogiado por seu eficaz controle da inflação, redução do gasto público e corte de privilégios. Toda esta onda deverá  impactar o Brasil rapidamente.

        Nos Estados Unidos, a principal economia global, que influencia as economias e decisões nos principais países emergentes ao redor do mundo,  Donald Trump está em posição de forte influência política, e há quase certeza de sua reeleição, principalmente após o atentado que sofreu no sábado (13/07). 

         Neste contexto, mesmo com Bolsonaro inelegível, o bolsonarismo continua a ser uma força significativa, com aproximadamente 40% da população identificada como conservadora, além de  20% que oscila entre diferentes posições políticas, de acordo com o candidato que está no segundo turno. Dependendo do candidato de direita escolhido, como Tarciso de Freitas ou Romeu Zema, por exemplo, as chances de vitória nas próximas eleições são consideráveis, promovendo uma agenda econômica liberal focada no controle de gastos, redução de taxas de juros e combate à inflação. Isso não sou eu que acho.

       No Brasil e em outros países ao redor do mundo, a influência de Donald Trump é notável neste contexto. Embora sua vitória não garanta automaticamente o sucesso de outros candidatos de direita globalmente, o apoio da maior economia do planeta pode certamente impactar positivamente suas campanhas. Além disso, figuras influentes como Elon Musk, por exemplo, que, inclusive, se meteu na justiça brasileira, mostra o poder de grandes personalidades.

       Trump e Bolsonaro perderam as últimas eleições por um único motivo. Falam demais e falam sem filtro. Porém, as eleições de 2026 devem ter um cenário completamente diferente. Candidatos de direita mais bem preparados, imagem de Lula já um pouco mais esgotada e necessidade de renovação, principalmente se a economia não deslanchar. Não, não sou eu que digo isso. São as pesquisas. Para você ter uma ideia, se a eleição fosse hoje, Tarcisio de Freitas estaria tecnicamente empatado com Lula. Deixando as paixões de lado, em teoria, Lula deveria estar muito na frente de um candidato ainda não muito conhecido em todo o Brasil. Quem viver, verá.

 

 

Brasil é um dos países emergentes que mais vai se beneficiar com a queda de juros americanos

       Na última terça-feira (9), o Federal Reserve (FED) indicou uma possível queda nas taxas de juros nos Estados Unidos, que significa uma mudança, que pode ter implicações significativas para as economias emergentes, incluindo o Brasil. Esta mudança na política monetária americana é especialmente relevante em um momento de incertezas globais, pois pode criar um ambiente mais favorável para o crescimento econômico no Brasil. Vamos explorar as razões pelas quais o Brasil deve se beneficiar dessa queda de juros e o que podemos esperar do mercado nos próximos meses.

       Primeiramente, é importante entender que uma queda nas taxas de juros nos EUA tende a enfraquecer o dólar, tornando os ativos dos mercados emergentes mais atraentes para os investidores internacionais. No caso do Brasil, isso significa um potencial de capital estrangeiro, o que pode fortalecer o real e reduzir a pressão inflacionária atual. O país com uma moeda mais forte e com menos volatilidade cambial, as empresas brasileiras que dependem de insumos importados se beneficiam, reduzindo seus custos de produção e melhorando suas margens de lucro.

        Além disso, uma política monetária mais relaxada nos EUA também pode resultar em uma redução nas taxas de juros internas no Brasil. Com a maior entrada de capital estrangeiro, o Banco Central pode se sentir menos pressionado a manter taxas de juros elevadas para atrair investidores, podendo, assim, reduzir a Selic. A redução da Selic, por sua vez, estimula o consumo e o investimento interno, impulsionando setores chave da economia, como o imobiliário e o de infraestrutura.

       Os dados atuais indicam que a economia brasileira está começando a mostrar sinais de recuperação após um período prolongado de estagnação. A inflação está sendo contida, e o crescimento do PIB, embora modesto, é positivo. A queda dos juros americanos pode acelerar essa recuperação ao fornecer um alívio adicional aos consumidores e empresários brasileiros, que podem se beneficiar de condições de crédito mais favoráveis e de uma maior confiança no mercado.

        Finalmente, devemos considerar os impactos no mercado financeiro. Com a queda dos juros americanos, espera-se um aumento na demanda por ativos de mercados emergentes, incluindo ações e títulos brasileiros. Isso pode levar a uma valorização do mercado de ações e a uma redução nos títulos de dívida, facilitando o financiamento para empresas e governo. Essa dinâmica não só melhora a liquidez do mercado, mas também pode atrair investimentos de longo prazo, essenciais para o desenvolvimento sustentável do país.

       Resumindo toda essa conversa: a queda dos juros nos EUA oferece uma oportunidade significativa para o Brasil fortalecer sua economia. Com uma política monetária mais flexível, influxo de capital estrangeiro e um ambiente de mercado mais positivo, o país pode navegar melhor pelas incertezas globais e potencializar seu crescimento. A resposta proativa do Banco Central será crucial para maximizar esses benefícios, garantindo que o Brasil esteja bem posicionado para aproveitar este momento favorável no cenário econômico global.

 

Lula é quem mais afunda seu próprio governo

 

         O embate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o Banco Central, liderado por Roberto Campos Neto, indicado por seu antecessor Jair Bolsonaro (PL), tem sido marcado por críticas contundentes. Lula expressou repetidas discordâncias com a política monetária atual, especialmente em relação aos altos juros que, segundo ele, prejudicam o crescimento econômico e não correspondem à realidade da inflação no Brasil. Essas críticas públicas têm gerado incertezas no mercado financeiro, refletindo-se diretamente na curva de juros e no valor do câmbio. E como sabemos, a continuidade dessas tensões pode aumentar a instabilidade econômica, ressaltando a importância de uma comunicação mais alinhada entre o governo e o Banco Central para assegurar um ambiente financeiro mais estável.

 

        A instabilidade econômica exacerbada pelas falas de Lula tem impactado negativamente o país. O aumento do dólar e da inflação é um reflexo direto dessa incerteza, afetando não apenas a economia, mas também a popularidade do próprio presidente.

 

        Essa dinâmica desencadeia uma série de eventos em cascata. À medida que Lula critica as taxas de juros e a gestão cambial, os investidores perdem confiança e retiram seus investimentos do Brasil, exacerbando ainda mais a desvalorização da moeda e os índices inflacionários. Para conter esses efeitos, o Banco Central tem sido pressionado a aumentar a taxa Selic, o que por sua vez desacelera o crescimento econômico e agrava os desafios fiscais do governo.

 

        É importante lembrar que em 2022 o dólar quase atingiu R$6, e se uma tempestade perfeita ocorrer em 2024, isso é completamente possível de acontecer. Não é algo fora da realidade.

 

        Recentemente, o presidente Lula e seus ministros se reuniram ontem, dia 4 de julho, para discutir medidas destinadas a conter o aumento do dólar. O ministro Haddad anunciou o compromisso com a meta fiscal e um corte de despesas de 25,9 bilhões de reais, o que pareceu acalmar o mercado. Após o anúncio, o dólar mostrou sinais de recuo, registrando uma queda superior a 1% por volta das 10 horas da manhã de hoje.

 

        No entanto, essas medidas podem não ser suficientes a longo prazo. É crucial que nos próximos dias o governo detalhe suas estratégias para alcançar as metas propostas. Além disso, é fundamental que o presidente compreenda a mensagem do mercado e interrompa os ataques ao Banco Central. Agora é aguardarmos os próximos passos.

 

Meta contínua de inflação – Quais são os riscos para o Brasil e para os investidores?

 

       O Conselho Monetário Nacional (CMN) manteve dia 29 a meta de inflação em 3% para 2026, com uma margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, e aprovou a adoção do sistema de meta contínua a ser perseguida pelo Banco Central (BC) a partir de 2025.

 

         O colegiado inclui os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Planejamento e Orçamento), além do presidente do BC, Roberto Campos Neto. O sistema de metas para a inflação, por sua vez, foi estabelecido em diversos países no final dos anos 1990 e é usado até hoje para moderar os preços. No Brasil, ele existe desde 1999.

 

          Para Evandro Buccini, sócio e diretor de crédito e multimercados da Rio Bravo Investimentos, o fato de se estar quase em julho e o Brasil ainda não ter uma meta definida para o próximo ano pode ser considerado uma situação bizarra. “Isso ocorre apesar de o próprio BC afirmar que suas decisões de política monetária costumam levar de dez a doze meses para alcançar seu efeito máximo. Tradicionalmente, o CMN estabelece a meta de inflação com antecedência significativa, permitindo que o BC ajuste suas políticas de acordo com um horizonte relevante de dez a doze meses. A demora na definição da meta para o próximo ano pode indicar uma maior liberalidade com a inflação ou, no mínimo, uma interpretação mais ampla das diretrizes pelo Comitê de Política Monetária (Copom)”, aponta.

Como é atualmente?

 

           O CEO da Multiplike, Volnei Eyng, explica que, atualmente, a meta de inflação brasileira é definida seguindo o chamado ano-calendário. “A autoridade monetária deve perseguir uma meta de inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a ser alcançada ao fim de cada ano. Esta meta é definida anualmente pelo CMN, em junho, sempre para três anos à frente. Em 2023, o conselho definiu a meta para 2026, mantendo os parâmetros de 3%, com uma margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%”, diz.

 

        Segundo ele, caso a inflação em dezembro fique fora desses limites, o presidente do BC deve enviar uma carta aberta ao ministro da Fazenda explicando as razões para não ter cumprido a meta. “Como o sistema exige que a inflação atinja a meta apenas ao fim do ano, não há exigência de cumprimento durante os outros meses, o que tem acontecido com frequência nos mais de 20 anos do sistema de metas no Brasil”, destaca.

 

Mas, o que é a meta contínua?

 

        De acordo com André Colares, CEO da Smart House Investments, a adoção da meta contínua de inflação significa que o BC buscará a meta de inflação de maneira constante, sem a exigência de atingi-la ao final de cada ano. “Isso oferece ao BC mais flexibilidade para ajustar a política monetária com um horizonte mais longo, resultando em uma abordagem mais gradual e menos abrupta para controlar a inflação”, ressalta.

 

       O executivo elenca que para a população isso pode significar uma política monetária menos volátil e taxas de juros mais estáveis, mas também pode atrasar o ajuste necessário para conter picos inflacionários. “No entanto, existe o risco de que a flexibilidade da meta contínua possa ser utilizada para fins políticos, especialmente em períodos eleitorais. Com a possibilidade de ajustar a meta de inflação em prazos mais longos, o governo pode optar por políticas fiscais mais expansionistas, aumentando os gastos públicos para estimular a economia a curto prazo, o que pode levar a uma inflação mais alta no longo prazo. Essa prática, se não for bem conduzida, pode comprometer a credibilidade do Banco Central e a confiança dos investidores”, ressalta.

O que resta saber?

 

        Graziela Ariosi, estrategista-chefe da Swiss Capital Invest, lembra que diante do exposto resta saber se essa mudança proposta está visando a retomada da economia brasileira ou se será para benefício próprio do governo, com as proximidades da eleição possibilitando o aumento dos gastos públicos. 

 

        “Com a mudança para a meta contínua, haverá maior flexibilidade e, consequentemente, um corte na taxa Selic, que é o que o governo vem buscando. Com a inflação mais controlada, a taxa Selic tende a diminuir, e entraremos em uma política monetária expansionista, que visa aumentar a liquidez de moeda na economia, estimular o consumo da população e promover uma maior busca por créditos e financiamentos. Dessa forma, os investimentos na área da construção civil se tornarão ainda mais atrativos”, indica.

 

Autonomia do BC é essencial

 

        O sócio da Ipê Investimentos, Fabio Murad, reforça que apesar de a meta contínua poder justificar decisões políticas de curto prazo, a autonomia do BC é essencial para a estabilidade econômica. “A interferência na política monetária pode levar a resultados econômicos indesejados e comprometer a credibilidade do Bacen. Teoricamente, a flexibilização da meta de inflação permitiria a redução dos juros mesmo com a inflação alta. No entanto, isso é arriscado e pode desencadear uma espiral inflacionária. Portanto, o BC precisa agir com prudência ao definir a taxa de juros, mesmo com uma meta flexível”, afirma.

 

Alinhada às economias globais

 

          Para  Felipe Vasconcellos, sócio da Equus Capital, a meta contínua de inflação está alinhada com as principais economias globais, que ajustam suas metas de acordo com o cenário atual. “No entanto, no Brasil, há o risco de o poder executivo usar situações específicas, como a catástrofe no Rio Grande do Sul, para alterar a meta com o verdadeiro objetivo de aumentar os gastos públicos enquanto busca a redução da Selic, atitudes completamente antagônicas na economia”, aponta o especialista.

Americanas (AMER11) – Prejuízo ao mercado foi maior que o contabilizado

A situação da Americanas (AMER3) paralisou o primeiro semestre de 2023, principalmente porque a empresa era um ícone, com proprietários entre os mais ricos do país. A afirmação é do CEO da Multiplike, Volnei Eyng.

“Embora o mercado de crédito, fundos e bancos soubessem da grande alavancagem da empresa, duas coisas eram inimagináveis: a possibilidade de fraude nos balanços, que eram auditados, e a falta de intervenção imediata dos sócios, que eram as pessoas mais ricas do país, para cobrir déficits e evitar a recuperação judicial com grande deságio e parcelamento”, diz.

Para o executivo, toda essa situação resultou em uma desconfiança generalizada no mercado durante o primeiro semestre de 2023, especialmente em relação à credibilidade dos balanços auditados e à expectativa de que os sócios assumiriam os pagamentos. “Isso não aconteceu. Houve muitas críticas posteriormente, mas a verdade é que todos que concederam crédito e investiram mais do que deveriam na Americanas, o fizeram confiando na reputação do grupo 3G Capital, conhecido por sua credibilidade e meritocracia, que acabou decepcionando todo o mercado de crédito brasileiro”, destaca.

E conclui: “a crise da Americanas no início de janeiro teve um efeito cascata, levando outras grandes empresas a pedir recuperação judicial, principalmente porque o mercado já estava saturado de crédito.”

Americanas (AMER3): relembre o caso

A fraude, admitida pela Americanas em junho do ano passado, envolvia a manipulação dos balanços para ocultar a real situação financeira da companhia. O esquema incluía contratos fictícios de propaganda e financiamentos a fornecedores, gerando um lucro artificial que sustentava o pagamento de bônus, dividendos e impostos.

Segundo o atual CEO da Americanas, Leonardo Pereira, a fraude foi complexa, com lançamentos contábeis opostos que dificultavam a detecção. Em depoimento à CPI da Americanas, Pereira detalhou que o esquema resultou em um rombo de aproximadamente R$ 20 bilhões, enquanto a dívida total da empresa em recuperação judicial é de R$ 40 bilhões.

A revelação da fraude causou um efeito cascata no mercado, com outras grandes empresas pedindo recuperação judicial devido à saturação do crédito. O caso continua a ser investigado, e novos desdobramentos são esperados.

Mercado de crédito abalado

A revelação de uma fraude contábil na companhia abalou profundamente o mercado de crédito brasileiro. A empresa, considerada um ícone no varejo nacional e controlada por alguns dos empresários mais ricos do país, havia conseguido ocultar suas reais condições financeiras por meio de manipulações contábeis complexas, como contratos fictícios de propaganda e financiamentos a fornecedores inexistentes.

A exposição da fraude teve um efeito devastador na confiança do mercado. Investidores e instituições financeiras, que concederam crédito à Americanas baseados na aparente solidez da empresa, sentiram-se traídos. A crise na Americanas levou a uma retração do crédito, com bancos e fundos ficando mais cautelosos e aumentando as exigências para a concessão de novos empréstimos. Isso resultou em um efeito cascata, afetando outras empresas que dependiam de financiamentos, e culminou em pedidos de recuperação judicial por parte de várias grandes corporações.

Trump Presidente? Como isso afeta o investidor brasileiro?

Os investidores brasileiros precisam ter os sentidos apurados ao analisar o mercado financeiro. Isso porque o país está instável tanto política quanto economicamente e, por ser uma potência em desenvolvimento, sofre as consequências do mercado externo, a exemplo da inflação americana, conflitos geopolíticos no Leste Europeu e Oriente Médio e mais atualmente a campanha presidencial norte-americana com o embate da figura de Donald Trump.

 

Trump já foi o 45º presidente dos EUA, servindo de 2017 a 2021,  sendo visto por alguns líderes como uma espécie de “messias”; mas também enfrentou controvérsias significativas. Sua presidência foi marcada por eventos como a tentativa de invasão do Congresso em 2021 e em 2024, ele se tornou o primeiro ex-presidente dos EUA a ser condenado por um crime, sendo considerado culpado por fraude contábil relacionada à eleição de 2016.

 

Recentemente, o magnata foi confirmado como o candidato do partido Republicano para a corrida presidencial, logo após ter sido alvo de uma tentativa de atentado que o colocou em destaque nas principais manchetes. Este incidente tem o potencial de beneficiar consideravelmente sua campanha política. “Não há a menor dúvida de que o atentado ao Trump vai trazer um grande benefício para a candidatura dele e vai ser como aconteceu aqui com o Bolsonaro; chamar a atenção para o Trump e impulsionar a candidatura”. João Peixoto Neto, CEO da Ouro Preto Investimentos

 

Um levantamento do grupo de mídia CNN aponta que o apoio a Trump entre os eleitores registrados permanece inalterado em 49% em uma comparação direta com Biden. Enquanto isso, o apoio a Biden está em 43%, uma variação mínima em relação aos 45% registrados anteriormente em janeiro.


Preocupações e precauções para o Brasil

 

Sua postura decidida e ao mesmo tempo prolixa assusta os investidores globais e, no Brasil, as preocupações e precauções se mantêm. “Esse cenário tende a gerar uma maior aversão ao risco entre os investidores, o que pode fortalecer o dólar americano e pressionar os mercados emergentes, incluindo o Brasil. Para o Ibovespa, um favoritismo crescente de Trump pode trazer volatilidade adicional, uma vez que os investidores estrangeiros podem optar por ativos considerados mais seguros nos Estados Unidos. Essa movimentação pode resultar em uma saída de capital do Brasil, impactando o índice científico. Além disso, a perspectiva de uma política fiscal mais agressiva por parte de Trump, com cortes de impostos, pode aumentar a incerteza sobre a economia americana, influenciando as taxas de juros e, consequentemente, o fluxo de investimentos. No contexto brasileiro, a valorização do dólar pode exercer pressão inflacionária, tornando mais difícil para o Banco Central reduzir a taxa Selic. Um ambiente de maior aversão ao risco e fuga de capitais tende a elevar o custo de financiamento e impactar negativamente a confiança dos investidores na economia brasileira. Portanto, é crucial monitorar os desdobramentos políticos nos EUA e suas implicações para a política monetária global e o mercado financeiro brasileiro.”, André Colares, CEO da Smart House Investments.

 

Porém a avaliação sobre a volta de Donald Trump à corrida presidencial dos EUA e sua possível vitória pode variar dependendo das perspectivas e interesses do Brasil. Para Volnei Eyng, CEO da gestora Multiplike, o discurso do Trump agora é que irá definir como o mercado vai se portar, pois se ele tiver um discurso muito forte contra a imigração, como na primeira vez que ele foi presidente, pode assustar um pouco a inflação nos Estados Unidos e deixar a curva de juros um tempo maior elevado; porém, se ele amenizar o discurso contra a imigração não deve assustar os índices aqui no Brasil.”. 

 

Perspectivas do último mandato do governos Trump

 

  • Política Comercial: Adotou políticas protecionistas que afetaram as relações comerciais com diversos países, incluindo o Brasil. Uma eventual vitória de Trump pode trazer incertezas em relação ao comércio internacional, podendo impactar as exportações brasileiras.

 

  • Relações Diplomáticas: O relacionamento entre Trump e o governo brasileiro anterior foi relativamente próximo, especialmente com Jair Bolsonaro. Uma nova presidência de Trump poderia não ter a mesma aproximação com o governo atual do Brasil. Caso haja, poderá ser positiva em termos de cooperação em várias áreas, como segurança, defesa e tecnologia.

 

  • Meio Ambiente: Retirou os EUA do Acordo de Paris sobre o clima e promoveu políticas favoráveis ​​à exploração de combustíveis fósseis. Isso pode ser visto como negativo para o Brasil, especialmente no contexto da proteção da Amazônia e dos esforços globais para combater as mudanças climáticas.

 

  • Mercado Financeiro: As políticas econômicas de Trump, como cortes de impostos e desregulamentação, podem ter impactos no mercado financeiro global, afetando indiretamente o Brasil. Investidores podem reagir positiva ou negativamente às políticas econômicas propostas por Trump.

 


Certamente, a potencial volta de Donald Trump à corrida presidencial dos EUA pode acarretar diversas implicações para o Brasil. As consequências dessas possíveis mudanças são cruciais e merecem atenção, dado o impacto significativo que podem ter em diferentes setores e na dinâmica internacional como um todo.